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Regressão de Memória
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 Por que sofremos?

:: Osvaldo Shimoda ::

Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, o ser humano tende a mudar.
Sigmund Freud


Friedrich Nietzche, filósofo alemão, dizia: O que não mata deixa mais forte.
Sua tese foi confirmada por um estudo da Universidade de Buffalo, nos EUA, publicado no Journal of Personality and Social Psychology.
O pesquisador Mark Seery e sua equipe acompanharam 2398 americanos entre 2001 e 2004 e chegaram à seguinte conclusão: "As pessoas que passaram por acontecimentos adversos e traumáticos tiveram menos sintomas de estresse e relataram mais situações de bem-estar do que aquelas que passaram por menos dificuldades".
Nesse estudo, foram avaliadas 37 categorias diferentes de trauma psicológico ou físico, incluindo morte de um familiar, doença ou acidente, desastres naturais, divórcio ou presenciar um ato de violência. Ainda nesse estudo, o pesquisador americano concluiu também que existe uma relação entre experiências ruins e resiliência (termo da física que é a possibilidade de um material voltar a forma anterior depois de sofrer pressão ou deformação).

Para a psicologia, resiliência é a capacidade de uma pessoa enfrentar situações adversas, dolorosas e retirar algo de positivo dessas experiências. Em outras palavras, é sairmos de uma situação de crise mais fortalecidos e amadurecidos.
Visto por esse ângulo, o sofrimento é um depurador da alma, do espírito, próprio das vibrações de dor, medo e ira inerentes a esse planeta escola em que todos nós encarnados vivemos. Mas por que sofremos?
Sofremos pela nossa imaturidade -enquanto espíritos em evolução-, pois trazemos maus hábitos e as imperfeições, isto é, traços de personalidade e tendências negativas oriundas de outras encarnações. Portanto, sofremos porque resistimos, relutamos em mudar essas tendências negativas. Sendo assim, o sofrimento é inevitável diante das vicissitudes da vida.
Se aprendemos algo desse sofrimento, extraindo uma lição, evoluímos; porém, se não aprendemos absolutamente nada, podemos dizer que o sofrimento foi em vão.

Na TRE (Terapia regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado, nosso orientador, responsável pelo nosso aprimoramento espiritual), abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim, ao entrar em contato com o seu mentor espiritual, é comum o paciente se conscientizar de que precisava passar por determinadas experiências de vida para o seu adiantamento espiritual, e que no astral concordou com o seu mentor espiritual em passar por essas experiências quando reencarnasse nessa vida terrena.
No entanto, por conta do véu do esquecimento (barreira da memória que se manifesta em forma de amnésia, e que nos impede de acessarmos as nossas lembranças passadas) o paciente não se recorda do acordo firmado. Por isso, diante das experiências dolorosas da vida, ele tende a entrar no vitimismo sentindo-se injustiçado, muitas vezes responsabilizando as pessoas, as circunstâncias ou mesmo a Deus pela sua infelicidade.

Caso Clínico:
Resistência em assumir o cargo de chefia
Mulher de 30 anos, solteira.


A paciente veio ao meu consultório em crise. Há um ano havia assumido a chefia em seu trabalho e o estresse do cargo acabou levando-a a uma crise existencial profunda, a ponto de querer sumir, fugir, pois a responsabilidade da nova função pesava sobremaneira em suas costas.
Para ela era um martírio bastante penoso ter que ir trabalhar. Além do conflito no trabalho, outros motivos a levaram a procurar essa terapia:
- 1) Sentia-se muito solitária, queria entender por que não conseguia se vincular a um homem e constituir uma família;
- 2) Não criava raízes, pois seu trabalho a obrigava a mudar constantemente de cidade;
- 3) Queria saber também qual era o seu verdadeiro propósito de vida... Estava ou não cumprindo a sua missão?;
- 4) Qual era o ser verdadeiro caminho espiritual? Não se encontrava em nenhuma religião (havia freqüentado o Catolicismo, o Kardecismo, a Umbanda, etc.).

Ao regredir, ela me relatou: Vejo uma luz muito forte... ela é muito bonita. É como olhar para o sol, porém, não machuca a vista (a luz espiritual, diferentemente da luz física, não incomoda a vista).
Eu olho para essa luz admirada, maravilhada com sua beleza. Ela me aquece por dentro, como se tivesse me energizando. (pausa).

É possível uma luz ter olhos? - Paciente me indaga.
- Sim, se ela for um ser espiritual - Prontamente lhe respondi
Estou me sentindo abraçada... A luz agora toma a forma de um ser humano. Sinto um braço em volta de mim.
Embora não o escute (ela estava se comunicando com esse ser espiritual em pensamento, intuitivamente), ele me diz que está muito feliz comigo (paciente me fala chorando).

- Peça para esse ser espiritual se identificar.
Diz que é o meu mentor espiritual. Ele é um rapaz jovem, muito bonito. Sinto que ele também está emocionado com a minha presença. Ele me passa, me transmite sentimentos de coragem, alegria, como se tivesse orgulho de mim... É uma sensação muito intensa (fala chorando muito).
Ele é a minha fortaleza... Está me dizendo para ser paciente, que têm coisas que acontecem em minha vida que eu não entendo ainda, mas que tudo tem uma razão de ser, que é para acreditar nisso e dar o meu melhor.
Estamos num gramado, num campo aberto, de mãos dadas, caminhando, como se fóssemos velhos amigos. (pausa).
Ele deu uma risada, pois lhe disse que era muito novo para ser o meu mentor espiritual. Passa a mão carinhosamente no meu rosto, vejo os seus olhos e sinto que ele gosta muito de mim. Fala para não me sentir sozinha, que isso não é verdade, pois ele está sempre comigo, embora não o perceba. Diz que vou conseguir sentí-lo com o coração (intuindo), e que nesses momentos vou poder sentir o abraço dele. Por isso, pede para seguir o meu coração (pausa). Acho que está na hora dele ir embora... Revela que o nome dele é Alecsander.

Na sessão seguinte, a paciente me disse: “Estou no mesmo gramado, naquele campo aberto, uso uma túnica branca, coroa de margaridas na cabeça. O meu mentor espiritual está me esperando. Sinto o meu coração disparar porque achava que não iria encontrá-lo.
Estamos novamente de mãos dadas, caminhando... Chegamos numa árvore antiga, frondosa, suas raízes estão expostas. A gente senta no pé dela. Sinto que essa árvore é o nosso ponto de encontro. Ele passa a mão no meu rosto e diz: - Minha criança, vou estar sempre do seu lado e você vai me ver com o coração. Mantenha-o puro para que a gente possa se encontrar”.

- Pergunte-lhe onde vocês vão se encontrar - Peço à paciente.
“Ele me diz que é nesse mesmo lugar, mas nos meus sonhos (é comum nessa terapia, o mentor espiritual do paciente se comunicar com ele em sonho). Deito a cabeça no colo dele. Ele pede para ficar calma, serenar o meu coração e deixar a tristeza ir embora. Diz que estou passando por um teste (a Terra é realmente um planeta de testes e expiações), por isso eu o senti bastante do meu lado essa semana (seu mentor espiritual estava testando a sua fé para que aprofundasse mais sua crença na presença dos seres invisíveis).
Diz ainda que um outro teste que estou passando tem a ver com o meu trabalho. Ele fala que preciso mostrar o meu valor no ambiente inóspito onde trabalho. Ele compara a minha situação a uma flor que nasce no meio das rochas.
É para trazer a beleza, a harmonia, mostrando às pessoas que trabalham comigo a importância de como se deve tratar o ser humano. O fardo que sinto é por estar num ambiente de trabalho muito diferente do meu modo de ser. São valores muito diferentes dos meus, e por isso me sinto sufocada. Por isso também ele está do meu lado me dando forças para me manter firme nesse ambiente de trabalho. (pausa)”.

- Pergunte qual é o seu verdadeiro caminho espiritual.
“Diz que há vários caminhos, várias maneiras de se ver o plano invisível, mas que não vou encontrar esse caminho escrito em nenhum lugar, em nenhuma religião porque, no meu caso, isso não está pronto.
Por isso, vou ter que criar o meu próprio caminho, a minha própria crença espiritual. Pede para não ficar abalada por ser uma pessoa diferente, que pensa diferentemente de outras pessoas, pois afirma que essa é uma boa diferença. Fala que isso mostra que eu avalio o que vai de encontro com o meu coração. Não é o que a minha mente diz, mas,sim, o que o meu coração fala”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual qual o seu verdadeiro propósito de vida...
“Diz que é uma pergunta que faço várias vezes, que ele já escutou isso. Afirma que vim para mostrar às pessoas um caminho diferente, que é o que estou fazendo em meu trabalho, e que para isso não preciso de nenhuma base científica, filosófica ou espiritual, pois estou fazendo isso com o coração, com os meus sentimentos e atitudes, bem como com o meu exemplo (paciente tem uma voz mansa e carinhosa).
Pede para que os meus sentimentos e atitudes estejam sempre em sintonia para que não caia na hipocrisia. Preciso tomar cuidado também com a vaidade porque várias pessoas virão me elogiar, agradecer e tentar me desviar de meu caminho, através das bajulações e falsos elogios.
Então, esclarece que a vaidade é algo com o qual tenho que me preocupar porque ela é sutil, nos envolve de maneira sedutora”.

- Falando em envolvimento, pergunte-lhe se você vai se envolver com um homem e constituir uma família?
“Ele pede para ter paciência, pois afirma que eu escolhi no astral passar por testes e provas, sozinha na encarnação atual porque estar com outra pessoa me deixaria acomodada. Ele me recorda que isso já aconteceu tempos atrás com o último namorado que tive.
Por isso, o relacionamento afetivo foi tirado de minha vida, para que pudesse cumprir melhor a minha missão, conforme foi acordado no astral.
O fato de estar sozinha me possibilita que o amor que sinto possa ser distribuído para várias pessoas. Pede para que cumpra o que está escrito, e que confie na Providência. Reitera que não vai me desamparar. Diz que a minha missão é ser um ponto de diferença, um caminho alternativo para amenizar o sofrimento das pessoas e lhes dar dignidade. Faz questão de me dizer que isso não é pequeno, pois sou uma semeadora, ou seja, planto sementes como Jesus fazia.

Preciso mostrar às pessoas um jeito mais humano de conviverem, de tratarem os erros e de perdoar. Eu mostro e dou o exemplo, mas a decisão de mudar é de cada um, conforme o seu livre-arbítrio.
Ele me esclarece que essa minha missão explica por que mudo tanto de uma cidade para outra, pois o semeador precisa semear em todos os cantos e depois disso, seguir para outro lugar e dar oportunidade a outras pessoas de conhecerem um caminho diferente (pausa).
Estou dizendo ao meu mentor espiritual que muitas vezes me sinto desapontada porque não consigo mostrar às pessoas que o melhor caminho para se viver é a tolerância.
Ele reafirma que cada um segue o seu caminho, que preciso respeitar o livre-arbítrio de cada um.

Finaliza dizendo que sempre irá estar comigo, que vai me dar forças para continuar realizando o meu trabalho. Pede para que eu esteja em paz, para ficar com Deus. Ele me dá um beijo na testa... Agora está indo embora”.

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