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 Por que a psicologia e a psiquiatria não aceitam a realidade espiritual?

:: Osvaldo Shimoda ::

A psicologia e a psiquiatria não conseguiram ainda fazer mais progressos por se manterem afastadas da realidade espiritual, faltando-lhes o conceito reencarnacionista, embora a moderna psicologia, a psicologia transpessoal - a chamada 4ª força (a psicanálise, a psicologia comportamental e a psicologia humanista, são as 3 outras maiores escolas) já defende a tese reencarnacionista, ou seja, a pluralidade das existências.

Mas a grande maioria dos psiquiatras e psicólogos ainda não inclui a realidade espiritual, isto é, a reencarnação e a influência do plano espiritual - astral inferior - em seu raciocínio diagnóstico. A influência nefasta da obsessão espiritual gera, sem dúvida alguma, inúmeros problemas psíquicos (depressão, ansiedade, fobias, síndrome do pânico, transtorno obsessivo compulsivo -Toc, etc.), orgânicos (causa desconhecida pela medicina como alergia, vitiligo, enxaquecas, asmas, endometriose, etc.) e de relacionamento interpessoal (conflitos entre pais e filhos, cônjuges, amigos, chefia e colegas de trabalho, etc.).

De acordo com a minha experiência clínica em meu consultório, esses problemas advêm dessa vida (infância, nascimento ou útero materno), de outras existências passadas - na maioria dos casos -, ou sob influência de obsessores espirituais (seres desencarnados, desafetos do passado dos pacientes).

Portanto, a grande maioria dos psicólogos e psiquiatras, por não acreditarem, nega de forma preconceituosa a realidade espiritual, vendo-a ainda como uma "questão religiosa", sem fundamentação científica, ou mesmo como algo anômalo, patológico, um transtorno psiquiátrico.

Sendo assim, as depressões, fobias, os transtornos do pânico, angústias, são tratados com medicamentos bioquímicos que atuam nos neurotransmissores (substâncias químicas do cérebro produzidas pelos neurônios, as células nervosas, que são responsáveis pela mediação de respostas sensoriais e emocionais tais como a fome, a sede, o desejo sexual, o prazer e a dor), mas que não melhoram os pensamentos e sentimentos negativos do paciente e, portanto, atuam de forma paliativa, pois raramente curam de forma definitiva.

Em verdade, o que efetivamente cura o paciente é a mudança de seus padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes, ou seja, a reforma íntima como defendem corretamente os espíritas. Desta forma, aumentar a serotonina ou baixar a dopamina são medidas terapêuticas imediatista típicas da medicina organicista, cerebrocêntrico, materialista, que vê o homem apenas como um agregado de células, músculos e nervos, ignorando o ser humano integral (mente, corpo e espírito).
Mesmo nas psicoterapias verbais, convencionais, o que se alcança é apenas o consciente, quando a causa dos problemas está no inconsciente, na memória periespiritual do paciente.

Por exemplo, se o paciente morreu asfixiado numa vida passada por esganadura ou numa câmara de gás, o sofrimento que passou no momento de sua morte pode deixar marcas e impressões dolorosas no seu corpo astral (perispírito ou psicossoma) que podem refletir na sua vida atual vindo com uma asma crônica ou um outro problema nas vias respiratórias.
Sigmund Freud, o pai da psicanálise, apesar de contribuir inegavelmente na compreensão dos inúmeros distúrbios mentais do ser humano como as neuroses e psicoses, faltou-lhe aprofundar o conceito reencarnacionista.

Em Janeiro de 1977, o grande médium Chico Xavier, ainda em vida, fez o seguinte comentário: "Cremos que a psicanálise unida à reencarnação, mas adotando os processos educativos da reencarnação no espaço e no tempo, seria para o mundo de hoje uma realização ideal".

A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, diretamente responsável pelo nosso aprimoramento espiritual), abordagem psicológica e espiritual breve, canalizada por mim pelos Espíritos Superiores do Astral, utiliza-se dos recursos psicanalíticos para fazer o paciente regredir e buscar a origem traumática de seu problema que - conforme mencionei acima -, pode estar nesta vida (infância, nascimento ou útero materno) ou muito mais atrás, em vidas passadas.

O grande mestre de Viena só se limitou a curar feridas da infância, não indo mais a fundo na causa verdadeira do(s) problema(s) do paciente.
Mas a TRE - através do mentor espiritual do paciente - vai muito mais além, extrapolando o campo de ação do pensamento e tratamento psicanalítico, pois leva em consideração a existência da reencarnação, portanto, do espírito, o que lhe permite uma investigação mais ampla do psiquismo de profundidade. Não é à toa, que essa terapia é conhecida pela sua brevidade, segurança e efetividade.

Caso Clínico:
Por que desenvolvi o Lúpus?
Mulher de 30 anos, solteira.


A paciente veio ao meu consultório querendo saber por que desenvolveu o Lúpus, uma doença crônica, auto-imune, que causa inflamações e dores em várias partes do corpo. Essa doença também é chamada de auto-agressão, pois a defesa imunológica ao invés de proteger o organismo contra a invasão de vírus, bactérias e fungos, se vira contra o próprio organismo, ou seja, contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro.

As causas dessa doença ainda não são totalmente conhecidas pela medicina oficial; no entanto, do ponto de vista espiritual, é uma doença psicossomática, fruto de uma experiência traumática oriunda de uma vida passada.
Além do Lúpus, a paciente sentia também um desânimo, impotência, desesperança diante da vida.

Ao regredir, a paciente me relatou: "Eu me vejo de camisola no corredor de uma casa, espiando numa fresta. A sensação é que sou uma criança. Ando nas pontas dos pés, pois ninguém pode me ver, saber que estou espiando. Se me pegarem vou sofrer uma represália, pois já é hora de estar dormindo. (pausa).
Essa casa na verdade é um orfanato, é um lugar onde as crianças esperam para serem adotadas. Há um homem que cuida desse orfanato e que abusa de mim, aperta a minha boca, garganta, fala para ficar quietinha. Ele faz isso também com outras crianças mais velhas. Ele abusa sexualmente da gente quando chega a noite.
Fala que se eu contar para alguém, ninguém vai me adotar, mas se ficar quieta, vai me mandar para uma família boa e aí vou embora dali.
Sinto muita tristeza, fico rezando, pedindo para uma família me adotar. Toda vez que esse homem chega perto de mim, sinto muita raiva, nojo, chego a espernear, bater nele. Ele me pega pelos braços, sai me arrastando. A minha raiva é tanta que tenho vontade de matá-lo, mas não posso fazer nada (paciente fala chorando).

Vejo-me agora de castigo, chorando num quarto sozinha. Estou trancada e as crianças lá fora brincam. Aparece uma moça vestida de freira, ela vem para saber como estou, enxuga as minhas lágrimas e fala que vai passar, que é para obedecer àquele homem, ficar quieta.
Ela é mais velha, cuida das crianças, mas ela também foi abusada por esse homem. Vejo-o de novo entrando no meu quarto, baixa a calça, levanta a minha camisola, vem por cima de mim, fala para ficar quieta. Choro, sinto muita raiva, mas não faço nada, espero que ele acabe logo para ir embora. A impressão é que isso acontece todas as noites. Sempre vejo aquela fresta, com a luz acesa de um quarto, e eu no corredor andando pela pontas dos pés. Nesse quarto, vejo uma mulher, ela está do lado direito daquele homem... É a mulher dele, mas parece ser uma pessoa boa, só que está doente.
A frestinha que sempre vejo à noite é do quarto deles. Eu queria pedir ajuda para ela, mas parece que ela está muito fraca, doente. Ela é a esperança que a minha vida melhore. Mas ela acabou morrendo. (pausa).

Vejo esse homem de novo, me pega pelos cabelos, me abusa... estou toda machucada. Sinto impotência por não poder fazer nada, pois tenho que me submeter a ele. (pausa).
Vejo agora um Ser de luz aqui no consultório... É uma mulher... Ela diz que é a minha mentora espiritual. Fala que me mostrou essa experiência de abuso sexual que passei nessa vida passada porque ela ficou gravada na minha memória periespiritual (corpo espiritual) e, por isso, ainda hoje quando vou dormir, fico tensa, contraída, ainda mexe muito comigo. O abuso sexual que sofri nessa vida pretérita é o motivo de hoje ter contraído o Lúpus, essa doença de auto-agressão.
Nessa vida passada, tinha vontade de morrer, sentia muita raiva daquele homem. Por isso, sinto hoje essa vontade de morrer, que trago como resquício dessa vida passada. A minha mentora espiritual me esclarece que o Lúpus é uma forma sutil, indireta de me matar.

A sensação de impotência, desânimo e desesperança, que sinto diante da vida, diz que vêm também dessa existência passada.
Ela pede para o senhor me orientar, me entregar a oração do perdão para que eu faça para aquele homem que me abusou sexualmente. Afirma que é só assim que vou me libertar desse passado traumático e me curar.

Fala para ir em paz, diz que está sempre comigo, pede novamente para que faça a oração do perdão. Agradece ao senhor pelo trabalho desenvolvido... está indo embora em direção a uma Luz". 

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