" O rótulo religioso não passa de uma experiência transitória em determinada época do curso ascensional do espírito eterno " - Ramatis ( Mestre Espiritual, príncipe do século X D.C )
Religião e espiritualidade são coisas distintas, a começar pelas inúmeras religiões e seitas espalhadas pelo mundo, enquanto a espiritualidade é apenas uma, e para entrar em contato com a realidade espiritual, não é necessariamente obrigatório freqüentar alguma religião. Os povos primitivos, os índios, apesar de não terem nenhuma religião, através de seus rituais, têm suas próprias experiências espirituais. As religiões são criações dos humanos, são instituições com um conjunto de regras dogmáticas, e muitas falam do pecado, do castigo, fomentam a culpa, ameaçam, atemorizam, não indagam, não questionam, causam divisões, disputas pelo poder, alimentam o ego, enquanto a espiritualidade convida o ser humano à reflexão, a questionar, a prestar atenção à sua voz interior(intuição), a ver a vida de forma relativista e não absolutista - aquela visão extremista, rígida, dicotômica do certo e do errado como comumente muitas religiões fazem. A espiritualidade traz também paz interior, é divina, sem regras, promove união, fortalece a fé e a confiança, transcende o ego e nos convida a expandir a consciência.
Por todas essas distinções, quero esclarecer que a TRE(Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual - abordagem psicológica e espiritual breve criada por mim, não é uma terapia espírita ou religiosa como muitos pensam. Ela é uma terapia independente, desvinculada de qualquer religião, doutrina, seita ou grupo espiritualista.
Nesta terapia, quando o paciente conversa com o seu mentor espiritual e recebe suas sábias orientações acerca da causa de seus problemas e sua resolução, está entrando em contato com a espiritualidade, com a realidade espiritual.
Devido ao desconhecimento, despreparo e preconceito a respeito da natureza espiritual do ser humano, a sociedade ocidental materialista e tecnicista ainda ignora ou mesmo desqualifica a mediunidade, não o vendo como um fenômeno natural, inerente ao ser humano.
Se de um lado a ciência médica e psicológica busca compreender o ser humano médium e tratá-lo com medicamentos por se basear num modelo fisicista, organicista, cerebrocêntrico, vendo-o apenas como um fenômeno físico-químico, ignorando sua mediunidade, do outro lado muitas religiões mistificam-na, atribuindo-a ao “diabo” ou a “satanás”. Há ainda os charlatães, os oportunistas, os inescrupulosos, que se aproveitam da fragilidade, vulnerabilidade que se encontram os médiuns em desequilíbrio para explorá-los financeiramente.
No meu entender, saúde é fruto de um organismo em equilíbrio energético, enquanto a doença ou distúrbio seria conseqüência do rompimento desse equilíbrio. Não é à toa que muitos pacientes que vêm ao meu consultório rotulados equivocadamente pela psiquiatria de “doentes mentais”, “psicóticos”, “esquizofrênicos”, “bipolar”, “depressivos”, etc., após passarem pela TRE, transformam-se em médiuns equilibrados, resgatando seu equilíbrio biológico, psicológico, social e espiritual.
Veja o que disse sabiamente o Dr. Pierre Weil - grande divulgador da psicologia transpessoal no Brasil - sobre os médiuns: “Eu tenho a impressão de que os sensitivos e os médiuns são pessoas que têm uma verdadeira aptidão e vocação para curar os outros, e que o fato de captar doenças dos outros reequilibra o seu próprio sistema energético. Deixando de fazê-lo, desajustam-se do mesmo modo que um grande pianista ou pintar se desajustaria se deixasse de praticar a sua arte”.