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 Conversando com os espíritos

:: Osvaldo Shimoda ::

A barreira que separa o mundo espiritual do mundo material vem diminuindo.

"Desde minha infância, graças ao Pai Celeste, sou seguido por um Ser quase divino, cuja voz me interpela a esta ou àquela ação".
- Sócrates (filósofo grego do Séc. V AC.)

"Você já viu vultos escuros (espíritos das trevas), brancos (espíritos de luz) ou um ser espiritual nitidamente"?"
"Se não viu, já sentiu uma presença espiritual em forma de impressão, sensação no canto dos olhos (de relance), atrás de você, ou como se alguém passasse (bem rápido) em sua frente"?
"Já teve a impressão de que alguém o estava observando, espionando"?
Quando faço essas perguntas na entrevista inicial de avaliação (anamnese) com os meus pacientes ou mesmo em minhas palestras, é freqüente a maioria afirmar que sim.
No entanto, muitos não acreditam, pois acham que tais percepções ou impressões são fantasiosas, fruto de sua imaginação e acabam ignorando-as.

Eu mesmo -apesar de não ter uma mediunidade aflorada, ostensiva, como muitos têm- passei por uma experiência espiritual interessante.
Certa ocasião, num domingo, após o almoço, resolvi tirar um cochilo em meu quarto. Estava na penumbra, deitado, quase dormindo (estado entre o sono e a vigília); não sei por que, abri meus olhos e, subitamente, vi em minha frente, suspensa no ar, flutuando, uma cabeça em miniatura de um ser espiritual das trevas, usando um capuz preto - ao estilo Franciscano.
Não dava para ver seu rosto, pois dentro do capuz só via um buraco negro. A cena veio em flash, em fração de segundos apareceu e sumiu. Atônito, assustado, achei que estava tendo um pesadelo, ou uma mera fantasia, fruto de minha imaginação, pois a cena surgira de relance, repentinamente.

No entanto, posteriormente, aquela cabeça com capuz preto apareceu novamente, nas mesmas condições da primeira vez. Curiosamente, apesar de não ver o seu rosto, sabia, intuitivamente, tinha certeza que era uma mulher, e sentia que a havia prejudicado no passado, numa vida passada. Certamente, um leitor de mente cartesiana, racional, lógica e cética, ao ler esse artigo poderá se perguntar: - Como este sujeito sabia que esse "suposto ser espiritual" era uma mulher, se não viu o seu rosto?

Não é à toa que o mestre Aurélio, em seu Novo Dicionário da Língua Portuguesa, define Intuição "um conhecimento imediato, que independe do raciocínio".
Ele definiu de forma correta, precisa, pois o fenômeno da intuição realmente é um conhecimento que vem de forma direta, súbita, repentina, e que não faz parte do intelecto, da razão, mas sim da alma, do espírito. Melhor explicando: ao intuir, você não consegue explicar de forma lógica e racional por que sabe; simplesmente, você sabe. Portanto, é um saber que vai além da lógica, extrapola a razão. Por isso, eu sabia que aquele ser espiritual era uma mulher, que não queria se identificar, e que havia prejudicado. Isso pode parecer ilógico, sem sentido, um absurdo para uma pessoa incrédula, cética, que fica presa, limitada, circunscrita apenas à sua mente racional.

Na verdade, o termo 'absurdo' é tudo aquilo que os nossos sentidos físicos não conseguem entender, explicar de forma lógica. No entanto, fiz a oração do perdão de coração e com humildade para aquele ser das trevas pelo mal que lhe causei no passado, e ela me apareceu pela terceira e última vez novamente em flash, mas, desta vez, sua imagem com capuz preto estourou como uma bolha de sabão, desaparecendo de vez. Intuí que ela havia sido levada à luz, pois senti que havia me perdoado.

Caro leitor, relatei essa experiência espiritual para esclarecer que, na verdade, somos todos médiuns (uns mais, outros menos desenvolvidos), e que a mediunidade é um fenômeno espiritual natural que ocorre com muito mais freqüência do que muitos possam imaginar.
Vivemos num mundo moderno, cheio de distrações (televisão, rádio, internet, celular, etc.) que nos dificultam sobremaneira de entrar em contato com o nosso interior, além de vivermos numa sociedade tecnicista, que valoriza mais o pensar, a lógica racional, do que o sentir, que é a intuição. Isso tudo nos impede de perceber os sinais do mundo espiritual.
Resultado: inabilidade em usar a intuição e se comunicar com os seres espirituais.

Mas com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim, 90% de meus pacientes entram em contato com o seu mentor espiritual (ser espiritual de elevada evolução espiritual, responsável pelo nosso aprimoramento espiritual) e recebem suas sábias orientações acerca da causa de seus problemas e sua resolução.
Esclareço que nessa terapia, o paciente se comunica não só com o seu mentor espiritual, mas também -embora não seja regra- com seus parentes, entes queridos, conhecidos e amigos desencarnados, seja desta ou de outras vidas.
Em artigos anteriores (O Portal da Espiritualidade 1, 2 e 3) expliquei detalhadamente que o meu consultório é realmente um "Portal da Espiritualidade" (nessa terapia, peço sempre para o paciente visualizar um portão -que é um portal-, e atravessá-lo para entrar em contato com seres espirituais, bem como regredir às suas vidas passadas, caso seu mentor espiritual julgue necessário). Portanto, com essa terapia a barreira que separa o mundo espiritual do material vem diminuindo significativamente. Mas quero ressaltar que a TRE não é uma terapia espírita como muitos ainda acreditam, pois nessa modalidade de terapia não se utiliza um intermediário, um médium (isso ocorre em centros espíritas) para que o paciente possa conversar com o ser espiritual. É ele próprio, o paciente, que se comunica diretamente com os seres espirituais, seja das trevas (obsessores espirituais) ou da luz (mentor espiritual).
E o meu papel, como terapeuta, é auxiliar nessa terapia, isto é, sou apenas um facilitador e procuro abrir o canal de comunicação do paciente com o seu mentor espiritual para que ambos possam se comunicar diretamente.

Caso Clínico:
Por que não consigo ter um relacionamento afetivo estável e duradouro?
Mulher de 32 anos, solteira.

A paciente me procurou querendo entender por que não conseguia ter um relacionamento afetivo estável e duradouro. Era recorrente haver desencontros em sua vida amorosa, onde os homens se interessavam por ela, mas o mesmo não ocorria com ela; por outro lado, quando ela se interessava, eles acabavam se desinteressando e sumiam de sua vida.
Queria entender também por que tinha auto-estima baixa, sentimentos de desvalorização e inferioridade (achava que os outros eram melhores que ela).
Por conta disso, sentia uma necessidade grande de querer agradar às pessoas, dificuldade de dizer não, ou seja, de ser mais assertiva.

Por fim, queria saber por que não conseguia prosperar, juntar dinheiro, conquistar bens materiais e de ter contraído endometriose (inflamação no endométrio - mucosa da face interna do útero). Com o tratamento médico, veio a engordar e entrou num quadro depressivo.

Após passar pela primeira sessão de regressão, na segunda ela me relatou:
"Vejo um par de olhos... dá um sentimento ruim, de medo (nessa terapia, são comuns os seres desencarnados aparecerem aos pacientes mostrando só o rosto ou partes dele - um par de olhos ou um olho)".

- Procure identificar quem é esse ser espiritual - peço à paciente.
"Agora estou vendo melhor o seu rosto... está todo deformado (por cultivar ódio, desejo de vingança, ira, tais sentimentos inferiores deformam o perispírito -corpo espiritual- dos seres das trevas)".

- Peça para esse ser das trevas se identificar - peço à paciente.
"Ele fala que eu o provocava dançando de forma erótica numa vida passada. (pausa).
Vejo a imagem de uma mulher morena, bonita, sensual, vestida de cigana... sou eu mesma nessa existência passada. Vejo também o rosto bonito de um homem, cabelos pretos... é esse ser das trevas. Ele era apaixonado por mim e eu o provocava dançando de forma sensual, embora não quisesse nada com ele. Ele fala que é por isso que não consigo firmar com nenhum namorado, pois ele não deixa. Diz que ele era bonito e se transformou nessa coisa feia. Fala também que me acompanha em todos os lugares aonde vou".

- Pergunte qual é o nome dele? - Peço à paciente.
"Diz que se chama Sauí".

- Há quanto tempo ele vem lhe acompanhando?
"Afirma que desde que ele morreu nessa vida passada, em 1730. Fala ainda que sou dele, que me prostituía, e que o provocava saindo com vários homens só pelo prazer de vê-lo sofrer. Diz que eu era muito bonita, vaidosa e arrogante. Diz ainda que eu tinha consciência de minha beleza e a usava para meu benefício".

- Pergunte como ele terminou sua vida nessa existência passada?
"Diz que morreu por minha causa ao brigar com um homem com o qual eu saía, agredindo-o pelo ciúme que sentia. Fala que partiu para cima desse homem e, com isso, ele acabou desferindo uma facada em sua barriga. Fala ainda que achei bonito ver essa cena de dois homens brigando por minha causa, e que isso me deu muito prazer.
Por isso, ele afirma que hoje afasta todos os homens de mim, e que o meu último namorado que tive na encarnação atual e pelo qual me apaixonei, foi ele também que o afastou de mim, fazendo-o buscar sua antiga namorada...
Agora, da expressão de ódio que ele mostrava por mim, vejo-o triste".

- Você quer lhe dizer algo?
"Quero lhe pedir perdão, pois jamais faria isso hoje. Ele era lindo, mas eu não soube valorizar o seu amor (paciente fala chorando).
Estou pedindo para que ele saia das trevas, vá para a luz e me deixe seguir o meu caminho porque hoje sou outra pessoa". (pausa).

- Veja se ele lhe diz algo?
"Ele diz que quer me perdoar, mas que não consegue... é como se ele tivesse raiz no lugar dos pés e estivesse enroscado em minhas pernas, como aquelas plantas trepadeiras". (pausa).
Em seguida, fizemos juntos a oração do perdão, irradiando-lhe a luz dourada de Cristo. (pausa).
"Ele agora já não está tão perto de mim, intercala a imagem de seu rosto bonito que tinha quando em vida e o rosto deformado, como ser das trevas". (pausa).

- Fale que você irá ajudá-lo a ser resgatado das trevas para a luz, orando, irradiando-lhe muita luz - peço à paciente.
"Ele diz quer vai esperar as minhas preces... afirma emocionado que nunca falei com ele com carinho".
Na terceira e última sessão, após pedir à paciente atravessar o portão, ela me relatou: "Estou num jardim, vejo vários seres espirituais de luz - são homens e mulheres, todos vestidos de branco.
Vejo um lago muito bonito, uso um camisolão bege, bem clarinho, meu cabelo é mais comprido e ondulado... Sinto que já estive nesse jardim, ele não é da Terra, é do plano espiritual.
É bem vasto, aberto, o céu é bem azul, gramado baixo, tem muitas flores, brisa gostosa, silêncio, e as pessoas conversam animadamente. Algumas pararam de conversar e sorriem para mim. Uma mulher se aproxima de mim, tem cabelo curto, sorriso nos lábios... Ela é a minha mentora espiritual (paciente fala chorando).
Ela me diz que antes de eu encarnar morava aqui. Por isso que reconheci esse jardim. Diz também que passamos muito tempo nesse jardim planejando a minha encarnação atual. Fala que cresci muito na vida atual, mas que preciso me dedicar mais à minha vida espiritual, que planejei vir na vida atual para ajudar o próximo. Diz que tenho o dom de orar por uma pessoa e ser ouvida, atendida, mas que deixei de lado esse dom.
Fala também que tenho o dom da premonição, e que me foi autorizada a não usá-la para aprender a ser mais humilde, mas que mesmo assim os seres de luz me intuem, embora não os veja.
Sinto o que vai acontecer, mas não vejo nada. Eles me intuem e eu capto suas mensagens. A minha mentora espiritual é bem humorada e muito carinhosa, afirma que a encarnação mais pesada foi realmente aquela em que vim como cigana, mas que tudo faz parte de um Plano Maior porque foi planejado -junto com ela- nessa vida passada, para despertar todos os carmas e falhas que eu precisava resgatar e aprender. Diz ainda que na vida atual tudo está seguindo como nós planejamos no Astral, e que a minha missão é ajudar os homens com quem me envolvo.
Ela me lembra de uma paixão por um homem, a troca de mensagens com ele pelo MSN, as palavras que lhe escrevi fizeram com que perdesse o medo de ser pai, e hoje ele está bem casado e constituiu uma família. Revela que por conta dessas paixões que tive, esses homens nunca mais irão me esquecer, pois estão muito gratos por mim.
Reafirma que essa é realmente a minha missão e que outros homens virão para minha vida. Ela chama de "paixão de cura", que vou ajudá-los para que possam ser curados afetivamente. Mas pede para que não tenha medo de me machucar em minhas relações afetivas, revela que entre ser mãe e ajudar os homens, prefiro ajudá-los, e que essa escolha é para reparar os erros que cometi naquela vida como cigana, pois os prejudiquei.
Portanto, esclarece que os homens com os quais me relaciono, na verdade, estão procurando a cura pelo amor. Ou seja, os homens pelos quais me interesso são os que eu própria escolhi para ajudar a se curarem, e aqueles que não se interessam por mim, chegam intuídos pelos seus mentores espirituais para que também possam ser ajudados".

- Pergunte à sua mentora espiritual de onde vem a sua baixa auto-estima?
"Fala que uma parte vem do meu espírito, porque preciso hoje ter mais humildade, pois naquela vida de cigana eu era muito arrogante e vaidosa; a outra parte vem de minha criação da vida presente, que foi muito rígida... meu pai era alcoólatra, por isso minha mãe teve que ser pai e mãe ao mesmo tempo. Ela não tinha muita paciência, acabava reforçando só o que eu fazia de errado e isso me fez sentir diminuída e inferiorizada. Mas afirma que agora, como tomei consciência da causa de meus problemas, vou conseguir resgatar a minha auto-estima".

- E essa necessidade de querer agradar às pessoas e a dificuldade de dizer não?
"Diz que também está ligada à baixa auto-estima, mas assegura que isso vai se resolver também. Ela faz outra revelação: afirma que vou crescer na minha vida profissional, e que o meu espírito está tão ligado ao amor, que todo o meu foco de vida está voltado ao meu emocional, e que com isso, o dinheiro passou a ser uma coisa secundária, só para sobreviver. Por isso não consigo guardar dinheiro, não dou a devida importância, mas que se eu quiser vou conseguir prosperar".

- Por que você contraiu a endometriose?
"Tem a ver com a escolha de não engravidar. Na verdade, a causa dessa doença foi mais de ordem espiritual do que física. Fala que um ser espiritual estava pedindo para vir como meu filho e eu não o quis. Com isso, o meu próprio espírito criou essa doença - a minha mentora espiritual chama isso de doença psicossomática. Por isso, caí em depressão porque o meu espírito se entristeceu, pois não dei oportunidade para aquele ser espiritual vir como meu filho. Sendo assim, como meu espírito jamais iria fazer um aborto, caso engravidasse, somatizou no meu corpo físico a endometriose. Mas reafirma que se eu quiser engravidar vou poder, pois aquele ser espiritual que queria vir como meu filho já reencarnou como queria.

Por último, revela que o Sauí, o ser das trevas, que estava me obsediando, já foi resgatado, está em repouso, sendo cuidado, dormindo no Astral Superior".

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